22 de fevereiro de 2018

100 Anos da Calcinha

Por séculos, as mulheres não usaram calcinhas, então foi só em 1918 que as peças foram cortadas e costuradas da maneira como as conhecemos hoje, completando, assim, 100 anos de existência.

Segundo a escritora inglesa Rosemary Hawthorne, a calcinha surgiu no ano de 1800 na França. Os primeiros modelos eram chamados de calção, iam da cintura até o tornozelo e eram feitos de tecido cor de creme, semelhante ao das meias usadas na época. Ainda no Século XVIII, as jovens mulheres vestiam bermudas de lingerie em suas sessões de ginástica com o objetivo de “manter a dignidade”. Foi, somente após 1780, que se tornou obrigatório o uso da peça também no dia a dia, abaixo das criolinas, que tendiam a levantar.

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No fim do Século XIX, as roupas íntimas eram largas, plissadas e o cós possuía um grande cinto de abotoamento. Aqui no Brasil, foram batizadas de “calção”. Com o andar da carruagem, essas peças se tornaram cada vez mais curtas, se adequando à moda da época.

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Em 1918, Pierre Valton, designer de moda íntima da marca francesa Petit Bateau, resolve desenvolver calcinhas no modelo atual, como as conhecemos: simples, de algodão e com um elástico na cintura.

As calcinhas ganharam status no anos de 1955, com o filme O Pecado Mora ao Lado e a famosa cena do bueiro da musa Marilyn Monroe, que deixa a peça à mostra. 

Em 1959, com a invenção do elastano, a indústria da lingerie explodiu. Desde lá, estilistas ao redor do mundo têm desenvolvido calcinhas de todos os modelos, formas, cores, tamanhos, ousando em cortes e materiais modernos, sem perder o tom clássico dessa peça que tanto amamos.

Fontes: All Lingerie e Sigbol Fashion